edifícios de habitação social

sobradinho | 2016

Para lidar com a problemática da Habitação Social, deve-se aborda-lo de maneira global. Mais do que um edifício, propõe-se um conjunto arquitetônico, capaz de articular as dinâmicas e interações sociais das famílias que ali habitarão. Todo o conjunto se desenvolve a partir de uma espacialidade interior, constituída por um vazio construído, que tem como função possibilitar encontros e dissolver gradativamente o intervalo entre indivíduo e sociedade. A presença deste vazio é marcada pela dicotomia proporcionada, ao facilitar o encontro pessoal, contato direto entre as unidades habitacionais, ao mesmo tempo em que proporciona certa privacidade entres estas, fazendo com que este contato seja constante, natural, e não invasivo.

Percurso, narrativa, encontro, conexão, permeabilidade. Essas palavras-chave foram norteadoras para o desenvolvimento do conjunto de circulação do edifício. A segregação entre público e privado é diluída em diferentes níveis, durante todo o percurso, do acesso a partir do nível da rua, até o terraço no último pavimento. Entende-se que este caminho reproduz um posicionamento onde o contraste entre eu e nós, meu e nosso, é, não uma linha definida e clara, mas uma área passível de reinterpretações e ressignificações.

 

Ficha Técnica

Projeto: numa arquitetos + estudiograma + cora atelier

Equipe de Projeto: Alexandre Kenji, Vitor Takahashi, Edison Massei, Felipe Gomes, Rodolfo Scuiciato, Marcelo Miotto, Miguel Pereira, Rafaela Agapito, Thaylini Luz.

Localização: Ceilândia, DF - Brasil

Área: 23.040m² - 272 unidades habitacionais

Ano: 2016